SUPERBACTÉRIAS
MORTAIS

lAMBIDA DE CACHORRO PODE DISSEMINAR

Um estudo feito por
pesquisadores portugueses
e britânicos aponta que deixar
o animal de estimação lamber
o seu rosto ou comer do seu prato
pode contribuir para a proliferação
de superbactérias.

Cães e gatos podem estar
se tornando reservatórios de
bactérias resistentes a antibióticos.
O trabalho foi conduzido por
membros da Royal Veterinary
College do Reino Unido e da
Universidade de Lisboa.

A pesquisa contou com
114 pessoas, 85 cães e 18 gatos.
Os cientistas analisaram as fezes
de humanos e animais que
habitam 41 lares portugueses
e 45 britânicos. 

Em 14 cães, um gato e
15 humanos foram encontradas
cepas de E.coli resistentes a
medicamentos. Essas bactérias
podem ser fatais, pois são resistentes
a vários antibióticos, como
a penicilina.

Os estudos indicam que a
transmissão das superbactérias
ocorre por meio fecal-oral.
Os animais lambem suas regiões
íntimas e outras partes do corpo
e espalham os micro-organismos
nos pêlos. 

Os tutores entram em contato
com os pets e se infectam quando
levam as mãos à boca antes
de lavá-las. Outra forma de
contaminação ocorre quando o
tutor coleta as fezes dos animais
e não lava as mãos.

Em quatro casas, os humanos
e animais de estimação tinham
as mesmas bactérias com genes
de resistência a antibióticos. Isso
confirma a hipótese de que
um contaminou o outro.

O estudo foi apenas observacional.
Isso significa que não é possível
provar que os animais de
estimação foram diretamente
responsáveis pela disseminação
de superbactérias para
os humanos.

Para evitar a disseminação
das bactérias dentro de casa,
os cientistas sugerem cuidado
no contato entre os tutores e
seus animais de estimação.

Também é importante lavar
as mãos após a coleta de dejetos
de cães e gatos, ou mesmo depois
de fazer um carinho no bichinho.

Os pesquisadores destacaram que
não são contra a adoção de animais
de estimação. Estudos já apontaram
os benefícios para a saúde física
e mental de ter um pet em casa. 

Entre os benefícios é possível citar
a redução da pressão arterial e o fato
dos animais serem companhia e
incentivo para aumentar as
oportunidades de se exercitar
e socializar com outras pessoas.

Texto: Isaac Ribeiro
Edição: Mikaella Campos
Design: PH Martins
Imagens: Unsplash
Vídeos: Tenor

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