Igreja Nossa Senhora de Belém 

Ruínas da

Igreja Nossa Senhora de Belém 

Ruínas da

Quem passa pela BR 101 Sul, em Viana, Espírito Santo, na altura do bairro Jucu, avista no alto de uma colina as ruínas da Igreja Nossa Senhora de Belém. 

O que ninguém imagina é que a destruição do patrimônio foi causada por um incêndio e pela construção da rodovia, mas acelerada por uma caça ao tesouro. 

Conhecida na região como “Ruínas de Belém”, o sítio integrava uma antiga fazenda de mesmo nome, uma propriedade considerada de destaque no século XIX. 

Segundo informações do catálogo da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a igreja se integrava à casa da fazenda, constituindo um tipo muito conhecido de estruturas arquitetônicas rurais.

A Igreja foi alvo de um incêndio que destruiu parte de sua arquitetura, deixando marcas que ainda são visíveis. Mas, segundo do catálogo da Secult, outros fatores também afetaram a sua estrutura. 

Um deles a construção da BR 101, executada nos anos de 1950, “foi a principal responsável pelo arruinamento parcial da igreja”, diz o texto do livro. 

A professora Renata Hermanny de Almeida, da Ufes, participou da elaboração do catálogo, diz que a igreja perdeu o seu altar-mor e a sacristia no desmoronamento, devido a construção da rodovia. 

Porém, a ação considerada mais devastadora, associada ao impacto da estrada, foi a caça ao tesouro, explica o texto do livro da Secult. 

Houve a procura por um suposto tesouro que teria sido enterrado na igreja. “Com a escavação destruíram o piso, saíram furando as paredes”, relata Renata.

Em novembro de 1993, o conjunto arquitetônico foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura. 

Apesar de não apresentar a imponência que tinha antes da destruição, as Ruínas de Belém ainda mantêm seu charme. 

Uma visita ao local feita por nosso fotógrafo, Ricardo Medeiros, revela detalhes de sua arquitetura e o seu estado de abandono, com o mato invadindo o espaço da edificação. 

A ação do tempo e algumas plantas já tomam conta do que restou do prédio. Há ainda pichações em suas paredes. 

A professora Renata lembra que esta igreja faz parte dos registros da história do Espírito Santo.


Renata Hermanny
de Almeida


“É importante, não por ser igreja, mas por pertencer a um tempo remoto, mesmo nem tão antigo. É um registro da nossa história.


"Vestígios que nos dão noção da passagem do tempo, importantes em uma sociedade tão obcecada pelo presente, muito movida pelo novo”.


Renata Hermanny
de Almeida

Vilmara Fernandes

Ricardo Medeiros

Fotos:

Adriana Rios

Design:

TV Gazeta

Vídeo:

Texto:


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